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    Fisioterapeuta Leonardo Machado fala sobre o assunto para corredores


    Dicas de como equilibrar a alimentação para evitar dores e lesões durante os treinos

    Basta um bom par de tênis, conhecer os limites do próprio corpo e começar com pequenas caminhadas que logo se tornarão mais apressadas para tornar-se um atleta de corrida. Mas apesar de ser um esporte tão democrático, as pessoas que correm precisam ter em mente uma espécie de mantra: uma boa alimentação, indicada por um nutricionista que possa equilibrar gastos diários com treinos e atividades cotidianas de cada um, será um grande diferencial no rendimento individual.

    Para tanto, existe um esforço coletivo entre médicos, fisioterapeutas e especialistas em esportes e nutrição para que os indivíduos pratiquem exercícios físicos e se alimentem de forma correta. E tal junção – exercícios e alimentação equilibrada – não é importante apenas para aqueles que são esportistas profissionais. Esse equilíbrio é uma importante ferramenta para a melhora da qualidade de vida de todas as pessoas.

     

    Mas como conquistar essa equação? O fisioterapeuta Leonardo Machado explica que corredores precisam de uma alimentação que favoreça o equilíbrio do gasto energético com a prática do esporte, uma vez que esse gasto vai interferir diretamente na recuperação mais adequada depois de cada treino, auxiliando na prevenção de lesões e em um melhor desempenho do corredor no dia a dia.

    “Os esportes, de uma maneira geral, utilizam diferentes sistemas de energia dentro do corpo. Um corredor de curta distância, como Usain Bolt, por exemplo, utilizará caminhos diferentes de um atleta de longa distância, como um maratonista. E os sistemas de energia desses dois atletas que têm o mesmo esporte, mas praticam de formas diferentes, também vão agir de forma diferente. Ou seja, a medida em que a distância percorrida por cada um aumentar o metabolismo aeróbico de acordo com o seu esforço, a utilização de reservas de glicogênio e oxidação de gordura para obtenção de energia vai acompanhar essa demanda.”, explica o fisioterapeuta responsável pela criação do conceito SIN, que tem como pilares essa integração entre diferentes profissionais para o paciente ser cuidado de forma global, sendo, neste caso, o nutricionista uma peça chave para a recuperação e uma saúde plena de quem pratica corridas.

    Confira mais algumas dicas importantes para quem quer correr mantendo uma alimentação equilibrada com as necessidades:

    1. A utilização de carboidratos por atletas de corrida. A ciência, inclusive, mostra que as dietas ricas em carboidratos aumentam a resistência e a capacidade de corredores de longas distâncias. Não é a toa que os etíopes são exímios corredores, já que têm sua alimentação composta por 75% de carboidratos, essenciais para os que percorrem longas distâncias, como meia maratona e maratona. Mas é exatamente na falta de informação adequada e correta que pode estar o perigo: assim como as gorduras, nem todo carboidrato é bom. “A ingestão é recomendada, mas de carboidratos de qualidade e saudáveis para um melhor aproveitamento como, como aveia, batata doce, quinoa. Ou seja, carboidratos que não gerem picos de glicemia e que sejam degradadas de forma mais lenta pelo organismo. Atletas que não consomem os carboidratos corretos e não mantêm sua balança energética com os macronutrientes bem equilibrada, sofre no período de aumento da intensidade do treinamento uma queda no sistema imunológico, e são mais vulneráveis as infecções.”, alerta Leonardo.

     

    2. O consumo de proteínas e gorduras, os chamados macronutrientes. A proteína tem a função de preservar a massa magra, que é fundamental para a recuperação e a manutenção de força para corredores, para que as perdas sejam minimizadas em função do alto gasto energético. Já a gordura é outro macronutriente importante, principalmente para manter a função hormonal inalterada, por ter alta densidade energética e ser extremamente importante para longas distâncias.

     

    3. A ingestão dos micronutrientes - cálcio, sódio, potássio, magnésio etc. Eles atuam na regulação das atividades hormonais, melhoram o transporte de oxigênio para as estruturas, e interferem diretamente sobre a qualidade do sono e recuperação do atleta. É importante alertar, também que, diferentemente do que muitos pensam, a ingestão de multivitamínicos em cápsulas não compensa uma dieta inadequada.

     

    4. Vegetais, como espinafre e rúcula, que possuem nitratos, elevam a concentração plasmática, sendo convertido em óxido nítrico, que fazem com que uma maior quantidade de oxigênio chegue aos músculos. Isso será percebido pelo atleta em seguida, já que vai melhorar a questão da fadiga muscular, fazendo com que demore mais tempo para ocorrer.

     

    5. Alguns alimentos podem, inclusive, aumentar os níveis inflamatórios e desenvolver uma disbiose intestinal, problemas que podem favorecer vários fenômenos que vão impactar diretamente sobre o aumento de lesões e, consequentemente, na queda do desempenho.

    Para entender melhor do que se trata, é preciso pensar, em linhas gerais, na proporção correta de cada alimento, alinhada a um treinamento adequado, assistido por profissionais das áreas médica, de nutrição, de fisioterapia e especialistas em esportes. Com tais medidas, é possível garantir que corredores de todos os níveis terão mais saúde, bem-estar, disposição e poderão usufruir de todos os benefícios proporcionados pelo esporte mais democrático de todos. 

     

    Texto: Priscila Correia Exclusiva - Agência de Conteúdo



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